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sábado, outubro 06, 2007

Brilha de novo, Barça do Tâmega!



















Saudoso Barça do Tâmega, recente vítima de um azul saco, náufrago sem tempo afundando-se num crepúsculo de bravos oceanos. Momentos de quasi-glória de negro vestido, sinal de luto pela queda de mais uma manilha do esférico jogo, disfarçado de mero peão num jogo de interesses.
Também tu, qual Marco, tiveste o teu Avelino, e não foi endereçado pelo correio. Extinção sem aviso de recepção e com remetente desconhecido.

Sofreste tu, mágico pupilo do colosso catalão, mas sofremos também nós. Sem a tua graça e suplesse sobre o tapete, os aplausos perdem-se por entre densas névoas de efervescentes recordações tornadas penosas diante a inexorável marcha do tempo. E assim nos encontramos, orfãos de vultos sebastiânicos convertidos em ícones fossilizados na memória colectiva de um povo enlutado, abandonado pela esperança e visitado pelo desespero.

Quais ícones, perguntais vós?
Começemos pelo Sagrado. Pedra basilar da sociedade moderna, basilar pedra do FC Felgueiras no auge das suas desventuras primodivisionárias. Santíssima Trindade Tobaguenha, tornada sacrossanta por três aristocráticos nomes com laivos de arrogância britânica, filhos bastardos da monárquica diáspora inglesa. Clint Sherwin Marcelle, Leonson Edward Jeffrey Lewis e Earl Jude Jean, sendo que o último só se juntou aos dois primeiros no decorrer das calendas de 1995 e 1996.

[EDIT] Doravante, EJJ será deliciosamente omitido do resto do post, dado tratarmos apenas e só da época anterior. [PRESS DELETE]

A Santíssima Trindade de Dois (meu dito, meu feito) foi o emblema do clube tornado mártir na supracitada belle epoque de '94-'95. Clint estava para Lewis como Trindade para Tobago. Como José para Cid ou D. Duarte Pio para Bragança.
A equação era perfeita. Tal qual inadvertida emulação de anúncio de jornal, avançado grande procura avançado pequenino. Pretende-se cara-metade que nos complete, fortaleça e nos faça sentir indivisíveis.

Do alto dos seus 1,85m, Leonson Lewis era a coisa mais próxima do altar numa equipa orientada por Jesus. Soca Warrior da mais fina estirpe, LL desentupiu a sanita do nulo por quinze vezes durante a epopeia de 94-95. Quinze demonstrações da sua possante habilidade para manusear o desentupidor de resultados, quinze descargas no autoclismo das emoções viradas do avesso.

Clint Sherwin Marcelle, o seu fiel sidekick, não alinhava pelo mesmo diapasão. Aliás, nem gostava de votar os seus tímpanos à audição das alegres cançonetas de Marante. Talvez por isso fosse tão útil diante de um guardião adversário como um pente numa concentração de skinheads. O brilhante total de zero golos na defunta Primeira Divisão é um bom apontamento de humor, mas não faz juz à sua melosa história de amor com o couro. O diminuto avançado Tobaguenho poderia não chegar à prateleira de cima, mas 1,67m carregados de amor e violento afecto pela mais bela arte do joker ofensivo não poderão nunca ser dispensados.

Kristic, o Sérvio, fazia do Mundo o seu quintal. Este verdadeiro Globetrotter da bola, era semelhante aos americanos da bola laranja em quase tudo, tirando a parte do espectáculo, das vitórias, do reconhecimento, da aura mágica e da fantástica habilidade técnica. Mas era viajado.

Viagem era o nome do meio de Sérgio. Só que o seu quintal eram as divisões secundárias. Lixa, Guarda, Lisboa, Marco, Torres Vedras, Paredes e Valpaços foram paragens obrigatórias no comboio do amor. Podemos não nos lembrar dele dentro de campo, mas este brasileiro do Recife semeou o seu charme pelos frondosos campos e aldeias do nosso Portugal, seduzindo as moças lusitanas como se não houvesse amanhã. O seu segredo? Mestre da arte do look Ramón, alicerçado num bigode pensado, olhar inquisitivo, tez morena e um bravio penteado que gritava aos sete ventos "soltem-me!", como um negro corcel aprisionado num fedorento estábulo.

Fedorento é também um bom adjectivo para descrever o equipamento de Lopes. Juntamente com piroso, foleiro, torpe, desagradável, disforme, mal-parecido, desproporcionado ou desagradável.

Lopes da Silva, abraçando
agora uma nova fase da sua ilustre carreira, mostra-se ao Mundo como o Mourinho de Bragança, arrastando multidões para o palco dos sonhos brigantino, actor principal de uma peça onde é figurante e contra-regra, argumento e argumentista, produção e produtor. Em Felgueiras demonstrava já apetência pela liderança, sendo o imperial impermeabilizador de uma aquática linha defensiva e o orgulhoso portador de um autoritário bigode, manifestação capilar de um inequívoco cabecilha.

O Crisanto e o Franc só são para aqui chamados por causa do nome, claro. Parecem bailarinas do Big Show SIC. Francamente. Crisanto e Franc? Francamente.

sexta-feira, agosto 10, 2007

António e os Apóstolos

Fátima.

Terra de devoção, lojas de santinhos e chuto na bola. Sim, leram bem. Chuto na bola. Fátima tem uma nova religião: o Futebol.

A arte bolística será provavelmente a última coisa que vos passará pela cabeça quando referido o nome desta santa cidade. Ou a penúltima, depois de pão com chouriço.

Porém, a pequena cidade do Centro recebeu recentemente uma profícua injecção de Vitamina C. "C" de Cromos da bola.

Agastado pela má situação económica e desportiva que arrasava o seu GD Fátima no dealbar do Séc. XXI (quando se fala de algo religioso fica sempre bem meter numeração romana à pressão), o ilustre pároco valonguense António Martins Pereira arregaçou as mangas da sua batina e meteu santas mãos à santa obra. Ah, a batina tem mangas, sim. Possui também um colarinho branco representando a pureza, na frente possui trinta e três botões, representando a idade de Jesus, (o Cristo, não o ex-redes) e nas mangas possui cinco botões representando as cinco chagas do Cristo.

Cromos da Bola, a sua fonte de informação diária.

OK, mensal.

Voltando ao empreendedor pároco, folgo em anunciar que a sua missão teve sucesso. O GD Fátima está de novo entre os maiores clubes nacionais, apesar de alguns jurarem que a quantidade de rezas terá de ser massificada - qual franchising de Fast Prey - caso os fatimenses tenham por objectivo continuar a beber águinha da boa. Desta, não da benta.

António Martins Pereira, o beneplácito, mobilizou toda uma cidade à volta de um ídolo esférico. Começou por pregar uma nova doutrina e atrair seguidores, sendo aclamado por alguns como o Messias. Foi rejeitado, tido por apóstata pelas autoridades, condenado por blasfémia e ostracizado pelas beatas como um líder rebelde. No entanto, os seus sermões não cairam em saco roto. Padre Pereira conseguira uma trupe de apóstolos, filhos da terra sequiosos de bola, que espalharam a sua palavra pelos sete cantos da cidade.

Rapidamente, o sonho tornara-se realidade. A partir da sede do clube, sita na Rua Padre António Martins Pereira, o seu presidente, António Martins Pereira, conseguiu trazer ao Estádio Municipal de Fátima, sito na rua António Martins Pereira, (notam aqui algum padrão?) uma legião de bons samaritanos do chuto na bola, que transformaram a tarefa de colocar o GD Fátima na Liga Vitalis num passeio. Uma procissão, se quisermos. De qualquer forma, tinham uma grande vantagem em relação aos oponentes: se fizessem alguma promessa de ir até Fátima a pé, caso conseguissem colocar a agremiação na Liga Vitalis, o caminho seria curto. Deve ter sido isso.

Uma vez na segunda Divisão da nossa bola, o messiânico pároco decidiu montar uma comunidade de apóstolos do esférico que desse garantias de conseguir em campo o que ele tentava alcançar através das suas privilegiadas ligações às esferas superiores.

O primeiro passo seria encontrar um líder para a dita comunidade, um jogador que funcionasse como o seu braço direito, um terço do seu rosário.

Eis que - obviamente - chega o Bispo, rodeado pelo seu presbitério e assistido por múltiplos diáconos, dos quais se destaca Edu Castigo, responsável pelo departamento de penitências no relvado. Edu é o elo de ligação que o GD Fátima oferece aos seus adversários como prova de que estarão arrependidos dos seus pecados. A finalidade é conseguir que os valorosos oponentes se afastem dos pecados (vulgo, vitórias contra o GDF) por causa dos seus pesados sacrifícios exigidos. Tais como: levar porrada, levar porrada, e levar porrada.

Tudo se conjuga para uma época cromífluamente histórica na pequena cidade de Fátima.

Amén.

terça-feira, fevereiro 06, 2007

Uma Viagem pelo Minho













Ah, Barcelos. Que o pueril ar fresco que se respira nas madrugadas minhotas seja reflectido no orvalho das tuas cinzentas calçadas forradas a paralelepípedos. Que a torrente de futebol alicerçado no letal contra-ataque seja proporcional ao sacramental anti-jogo quando te apanhas a ganhar. Que a contenção feita futebol se desfaça na rede adversária através de uma negra lança sobrevoando o verde tapete.

Será que a bola transformada em ponto fulcral de uma demanda pelo sucesso do cinismo pode ser levada a sério? Será que um autocarro transversalmente estacionado pode ser ponto de partida para uma rápida incursão pela autoestrada que rápida e ríspidamente nos entrega à porta da nobre e desejada meta? É só encostar, Mangonga.

Todas as viagens têm um ponto de partida. A nossa viagem de hoje começa num Tuck. Um Tuck começa quando um qualquer Abdel-Ghany ataca. Aliás, existiriam Kikis se não fosse pelos Hadjis deste Mundo? Seria necessária a existência de um Fernando Aguiar, não fôra pela tímida genialidade de um Walter Paz?

Entra em cena Tuck. O desarme feito arte. O sentido posicional feito bandeira. Um Custódio antes do Custódio. O assassino silencioso. Sem grandes alaridos, sem grandes marcas na integridade física do oponente. A bola? Já era. O drible? Impossível. Neste terreno não há lugar para a fantasia indomável do esfíngico Sabry. Neste Mundo o polícia não é George Walker Bush. Neste Mundo o cowboy é Tuck, polícia discreto, carismático capitão, líder que partilha os holofotes.

Após tomar o seu início no desarme, a viagem continua pelo génio. Todos nós temos um pouco de génio e de louco, é certo. Mas certos indivíduos possuem esta primeira característica em doses industriais. O meio-campo de Barcelos era um bom exemplo. Dois senhores percorrem o mesmo terreno de forma tão equilibrada na sua justiça, quanto desiquilibrada no teor de Q.I. em relação aos seus desamparados oponentes. O ponderado, regrado e cerebral Caccioli, personalidade inexorável da verdinha meia-lua, é o perfeito contraponto ao genial rebelde sem causa João Oliveira Pinto, a promessa que nunca o foi. Dois nomes de craque para uma linha de texto, duas luvas para duas mãos siamesas, duas cerejas no topo de um bolo coberto do mais delicioso glacê.

Se um "tuck" na bola inicia a viagem, são precisos um grande condutor e seu fiel co-piloto para levar o glorioso veículo ao parque de estacionamento do Olimpo. Manobras arrojadas nunca foram problema para o aveludado J.O. Pinto, craque de nome, e Mad Max de coração, que apenas precisava de direcção. Direcção, dizeis vós? Pois quem melhor para as fornecer do que o homem que dispensou qualquer volume capilar para arranjar espaço para o seu GPS cerebral? Cacci "O Homem-Assistência" Oli. Qual baterista marcando o ritmo de um acelerado riff de uma rebelde guitarra, qual Rui Costa passeando (devagar, claro) pela primeira página de uma anónima edição do jornal "A Bola", Caccioli era o calvo maestro que dirigia o atum J.O. Pinto nesta sanduíche que tinha Tuck como alface.

Porém, esta viagem só faria sentido se chegasse ao destino. Para comer tremoços é preciso tirar a casca. É necessária a existência de alguém que ponha os meninos a dormir. Um picheleiro que feche a torneira. Um carteiro que termine o dia com o sorriso estampado de dever cumprido na sua abigodada face. Se vociferamos então por um matador de sangue gelado, com Mangonga o tiro nunca sai furado. Este esquivo sniper de lábios cinzentos enterrou os sonhos de muitas almas despojadas de esperança, que olhavam impotentes para o relvado, de olhar vazio, enquanto o diminuto Mantorras do Congo lhes roubava a alegria debaixo dos seus peludos narizes.
Makopoloka Mangonga, o "Zairense (agora Conguito) decisivo", saía invariavelmente do relvado abraçado a seus compadres, e com um vitorioso esgar decalcado nos seus cinzentos lábios, dizia baixinho a Nené Santarém: "Hoje o herói sou eu, amanhã serás t...não. Amanhã também serei eu. Desculpa."

Viagem curta, esta. Curta, mas saborosa como uma pinga de mel que escorre de um jarro quebrado numa tarde de Verão na Rechousa.

segunda-feira, dezembro 18, 2006

Tanta fartura

Mitharsky,Ben-Hur,Secretário,Dane,Caccioli,Brazete,Carlos Fonseca,Barnjak,Medane,Gena,Celestino,Lula.

O que têm estes nomes em comum?

Sim, jogavam à bola. Pois, eram cromos. O melhor de tudo? Jogaram no mesmo clube.

Afortunados famalicenses, que tiveram tal pleíade de talento cromífluo puro à sua disposição.Em quatro aninhos apenas na Primeira Divisão (90-94) conseguiram reunir esta colecção invejável, e barrar mel doce e pegajoso nas pupilas dos olhos minhotos.

A colectividade famalicense deixou saudades quando largou amarras com o intuito de ir buscar especiarias às melindrosas terras das Divisões secundárias. Não mais voltou, e o outrora orgulhoso viveiro de cromos é agora uma pequena poça de água castanha com dois ou três girinos chamados Kiwi (que também já deu o real baza), Chicabala ou Diop.

Salve-se a marca de equipamentos Lacatoni e o ambicioso patrocínio (800 anos de foral), que revelam à sua maneira uma indomável vontade de colocar o postal do Municipal 22 de Junho no correio da Primeira Liga.

Fica a recordação de equipamentos brancos cobertos de lama, cheiro a sovaco, amendoins e sangue nas chuteiras de Tanta.

Sai uma chamuça e dois autogolos para a mesa do Professor Celestino.

segunda-feira, junho 26, 2006

Mais uma dissertação, por Mr. Bungle

Chega o Verão e as estradas a caminho da praia enchem, tal como as bancadas do saudoso S. Luís dos tempos de ribalta - vamos ao Algarve.

De Faro sempre chegaram lufadas de ar fresco no que concerne à cromologia. Sobejamente conhecidos os méritos de Paixão, de personalidade escarrapachada no nome; de Hassan, a enorme referência no ataque, com ou sem Ramadão, assim como de Hajry, mais atrás no campo; ou de Pereirinha da escovinha, de Jorge "Judas" Soares, da lenda King; ou ainda de Pitico, espécimen de velocidade felina - iria depois fixar-se no Algarve e consta que ainda faz miséria em peladinhas de praia.

Na retaguarda desta linha de generais, um pelotão de bravos cromos ousou a sua própria sorte em determinados momentos da história recente da sempre conturbada colectividade que era o Sporting Clube Farense. Os exemplos seguem-se.

Foi quase um par romântico da altura, lembramo-nos bem: a relação Paixão - Miguel Serôdio. Uma marca indelével na defesa algarvia, estes dois rapazes. Falava-se em Paixão e logo se acrescentava: Miguel Serôdio, como se de um par de cerejas se tratasse. A justaposição de dois seres num só. Uma sociedade perfeita.

Serôdio, no entanto, sempre foi mais conservador do que Paixão, impetuoso índio algarvio, perfil esquerdista emprestado da América Latina. Isso trouxe problemas a Serôdio, mais preocupado com questões práticas da vida - ele deixava o cabelo crescer desgrenhadamente e a pêra por aparar apenas para colocar a bola fora do S. Luís ou, pelo menos, parar o jogador adversário com uma violenta placagem. Serôdio mandava as bolas para o quintal enquanto Paixão definia como alvo a 6ª cadeira a contar da esquerda da última fila das bancadas; Serôdio batia onde podia, Paixão gritava com o árbitro após cirúrgica entrada ao joelho; Serôdio esgotava-se no campo, Paixão pirateava cassettes e arrotava junto do plantel nos balneários, para risota geral. Por isso, Serôdio acabou por ficar um pouco ofuscado em relação a Paixão, com augúrios por confirmar na plenitude. Ainda assim, esteve numa fase bonita da vida do Farense - tendo mais sorte do que, por exemplo, o espanhol Fernando Porto.

Nas laterais, Eugénio e Raul Barbosa. Era tormentoso para Eugénio encontrar portentos de força pela frente, do género de um Vinha ou Serifo; mesmo o mais desajeitado dos altos avançados, Miguel Barros, autêntica curiosidade futebolística, causava dificuldades a Eugénio. Tudo porque Eugénio estabilizou a sua altura nos iniciados e tudo para ele era gigantesco, hercúleo. Raul Barbosa, cabelo louro à surfista, passeava os caracóis no relvado e deixava a arte futebolística na gaveta, junto ao pente e aos óculos escuros.

Raul Iglésias, na baliza, não sendo como Julio a cantar, até se dava melhor com microfones do que entre os postes, onde a sua longilínea figura não escondia a dificuldade em captar bolas matreiras. Também passaram por lá um rugoso Peter Rufai e um Lemajic no início da sua epopeia frango-lusitana, que dispensam mais comentários.

Na zona central do campo, houve o Ademar em final de carreira, como o ex-FCP Quim; Hugo, jovem promessa de singelo nome e pequena estatura, cujo futuro se revelou ainda mais medíocre que um livre directo do alentejano Paulo Banha Torres (de preferência, se este último estivesse ainda com aquele estilo de cabelo a que se convencionou chamar "mullet"), e um gordito Paulo Pilar, estilo baixista de hard-rock anos 80, a ocupar o campo como podia. Só para não falar do Punisic, Besirovic, Helcinho, Carlos Costa (beijou os calcanhares da imortalidade), Tozé, João Oliveira Pinto e Sérgio Duarte, que tantas tardes de prazer proporcionaram às bancadas do S. Luís, com as superiores cheias, os South Side Boys a incentivar e a música do clube a debitar no equipamento de som.

A marcar golos, ou quase isso, foi difícil atingir o nível patenteado por Hassan. Fernando Cruz, nos derradeiros raios de sol da moda do bigode, Moussa N'Daw, nome lindo numa cara não tão bela, e o persistente, alto e terrivelmente desengonçado Djukic bem tentaram. Talvez Curcic tenha chegado a patamares mais próximos de Hassan, com a sua figura de jugoslavo convertido em alemão de leste a infernizar as redes adversárias defendidas por guardiões do calibre de José Nuno Amaro (se este fenómeno tivesse a sorte de jogar). Curcic, porém, cedo preferiu outras areias que combinassem bem com o dourado dos seus caracóis e foi cheio de esperanças para o Estoril, depois de Belém, onde encontrou Mladenov em final de carreira e juntos beberam umas imperiais perto da Marginal.

Uma palavra para o "mijter" Paco Fortes, o mais algarvio dos catalães, que com uma inebriante personalidade briguenta, mola no banco, gritos descontrolados, braços cruzados com vigor inaudito e bigode resistente a quase todas as promessas, escreveu as mais lindas páginas da instituição farense, as suficientes para votar ao esquecimento quem lhe seguiu, um ou outro treinador ou dirigente espanhol - alguém se lembra do nome deles? O Farense morreu; viva o Farense!

by Mr. "O trinco que não complica" Bungle

quarta-feira, maio 24, 2006

Uma dissertação, por Mr. Bungle.

Este brilhante post foi-nos gentilmente endossado por mail, qual passe de 30m - hino ao kick'n' rush - de Kimmel para a cabeça incisiva de Reinaldo. Disfrutem.

Hoje apetece-me dar um salto ao Estádio Comendador Manuel Oliveira Violas, refúgio sagrado dos tigres da costa verde. Sim, o Sp. Espinho, cuja prestigiosa infra-estrutura desportiva, com um nome assim tão pomposo (um abraço à claque "Desnorteados": eles deviam saber do que falavam), antes era um humilde Campo da Avenida. Uma mutação social deveras ambiciosa: parece que tentaram passar das esquinas da "Avenida", qual prostituta enfezada, para os domínios da aristocracia, em jeito de "Comendador" opulento. Enfim, um caso notório de "mais olhos que Barriga".

E é precisamente sobre Barriga e os seus companheiros que gostaria de perder algumas linhas. Quem não se lembra deste valoroso lateral-esquerdo? Podia ser um Perna musculado, um Braço forte, ou mesmo um Testa lisinho... mas não, era um Barriga. Julgo que em homenagem aos fiscais-de-linha e árbitros que pululavam nos arcaicos estádios portugueses dos finais dos anos 80, a maioria deles baixinhos, carecas, bigodudos e todos com a sua orgulhosa Barriga. Barriga, jogador, era também uma delícia para os comentadores desportivos, que, após mais um corte in-extremis pela linha de fundo, faziam questão de explorar a sonoridade singular de seu nome: "...e Barrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrriga a chutar para onde estava virado!"

Já vi que este Sporting de Espinho foi, em tempos, centro de atenções neste blog. Falou-se de Vítor Couto, guarda-redes arrumador. E de Silvino, guarda-redes saltador? Pequenito Silvino, homónimo e contemporâneo do Silvino-pareço-tão-bem-vestido-de-verde-Louro do Benfica, com os seus saltos mortais para o vazio onde a bola já passara, fez-me acreditar que eu, com 10 anos, poderia ser também guarda-redes titular na I Divisão. A defesa central, um pilar destacava-se acima dos demais. N'Kongolo era o seu nome. Zairense de gema, como se pode detectar pelo nome. A ironia de ter o golo no nome e raramente marcar algum. Já evitar que alguém marcasse na sua baliza era bom... Esteve no FC Porto, como podia ter estado no Ferroviário de Maxaquene.

Não muito tempo depois, houve alguém que quis sobressair às custas do seu nome na defensiva da costa verde: Slagalo. Por pouco tempo; o seu potencial seria definitivamente descoberto alguns quilómetros mais a norte, no Varzim. No meio campo residia a força desta equipa. Atrás, a fechar a torneira ofensiva dos adversários, Pingo dizia que "não" com um sorriso nos lábios. Depois, Pingo lançava doces passes em profundidade para o ataque, onde pontificava José Albano, aura de imortal sob o bigode descuidado.

José Albano marcava golos com desdém, mas marcava muito, um verdadeiro abono de família. Aquelas chuteiras, invariavelmente pretas, mereciam o dourado da consagração. Quando o Espinho marcava, Albano marcava. Quando Albano não marcava, Espinho desesperava. E desesperou bastante. A sua linha criativa de meio campo, embora dotada tecnicamente e veloz, artistas que podiam igualmente dar-se bem no areal das praias da região, denotava uma confrangedora inépcia finalizadora, às vezes disfarçada num ou noutro livre de Aziz, o organizador ofensivo marroquino. Exemplos claros são Rubens Feijão e Zezé Gomes, génios da bola de costas voltadas para a baliza, em amuos duradouros que custaram muitos pontos aos tigres. Ivan, brasileiro com cara de mau a fazer jus ao temível imperador russo, ainda deu um ar da sua graça enquanto os tigres corriam os campos, alguns ainda pelados, da II Divisão.

Depois, a pressão da I Divisão, o bafo de balneários como os do Adelino Ribeiro Novo, ou os do Abel Alves de Figueiredo, foram demais para ele. Aliás, estes tigres apenas recuperariam um pouco quando aterrou no Comendador Manuel Oliveira Violas Chico Faria, veterano de outras batalhas, fiel à barba, e não ao bigode, adepto do cabelo curto e não de revolucionárias guedelhas. Chico Faria era polémico por isso e sabia-o. Dinis achava-o prepotente, Manuel Correia considerava-o um sonhador sem futuro. Apenas Everton, o Ranger dos Barreiros, o compreendia. Às críticas, Chico Faria respondia com golos. Muitos golos que quase ajudaram os "Desnorteados" a esquecer José Albano. Mas não foi suficiente para, em 1993, evitarem a descida dos comandados de Quinito, ele próprio o único grande aliado de Chico Faria no plantel.

Assim, esfumado que foi esse tempo não muito áureo, mas que ainda faz com que se escape uma lagrimazinha ao olho, restaram poucos mais ilustres. Talvez um Besirovic em final de carreira, o esdrúxulo Artur Jorge Vicente, raro cabo-verdiano de três nomes, ou um Duka a proteger a promessa Sérgio Leite nas redes, treinados por Francisco Barão, homem de sobrancelhas carregadas e que ainda hoje conserva um digno bigode esbranquiçado que vai resistindo aos tempos. Quanto aos "Desnorteados", não sei se seguiram o caminho dos "Ultra Fama Boys", os famalicenses aguerridos, ou dos "Elcharro Boys", os delinquentes do Estoril: a obscuridade total.

- Por Bungle, esse zagueiro canhoto do tapete verde.-

domingo, abril 16, 2006

Conquistas de Pólvora Seca



Ah, o Vitória. Um clube que tão garbosamente tenta escapar à descida de divisão com cromos do calibre de Hélder Cabral, o "Roberto Carlos africano" Paíto, Manoel "é com O e não com U", e Flávio "Traumatismo" Meireles.

Os tempos mudam. Na década passada morava na cidade berço uma linha avançada capaz de olhar olhos-nos-olhos os maiores da Europa (menos o FCP, pois não é fácil olhar o Rui Barros nos olhos). Cromos atrás de cromos, atrás de cromos. Golos atrás de golos.

Numa perspectiva puramente saudosista, não é fácil ver a quantidade e qualidade de arietes que povoavam as sempre aguerridas hostes minhotas. A saudade bate à porta.
Toc,Toc. Quem é?Golo.

Palavras pesarosamente proferidas quando relacionadas com o Jardel de papel, Gilmar. Um homem de área. Um goleador. Um Vinha com menos cabeça e mais pés. Um Miran com mais pés e menos cabeça. Barrar molho na tosta não era uma questão para este brasileiro. Sempre no sítio certo à hora certa, Gilmar não sabia falhar. Sim, é verdade que durante 85 minutos por jogo não era mais do que um cepo, um jacarandá plantado sem eira nem beira numa qualquer grande área. Porém, o seu nome era sinónimo de golo.

Ao mesmo tempo, o seu companheiro de ataque, Edinho, era sinónimo de bolo. Com "b", nem mais. O anafado executante era um mestre à mesa.Vencedor do "31st Annual North Carolina Hot-Dog Eating Contest" em 1994, Edinho fazia questão de mostrar porque fazia parte de um plantel de futebol profissional apesar dos seus 114kg. Qual era a razão? Era um óptimo leitmotiv para trocadilhos para os jornais. Qualquer golo da sua parte era uma verdadeira panaceia pasquinense:
-"Com o (D)Edinho do brasileiro"
-"Dedinho de Edinho na Vitória do Guimarães"
O mais ridículo nesta situação é que não estou a gozar. Lembro-me disto. Sério. De qualquer forma, Edinho, apesar de ser um pipo, um indivíduo com o tecido adiposo muito desenvolvido, salpicava o sal no futebol. E ao fim e ao cabo, é isso que interessa.

Armando é conhecido entre nós por ser o último jogador branco da 1ª Liga a ser portador de um bigode. Um bigode simples, um pouco envergonhado. A roçar o buço extra-desenvolvido, mas um bigode honesto.E por isso te agradecemos, Armando.

Esta gente partilhava o sector mais avançado com outros três portentos. Começamos por Makalamba Katanga. Não sei se era bom. Não sei se era rápido. Não sei se era incisivo. Não sei se tinha técnica. Não sei se tinha faro para o golo. Não sei se tinha visão de jogo. Mas sei que era feio que doía. Um sério concorrente a título de jogador mais feio de sempre do fútbol luso, ameaçando a posição quasi-confortável de Armando Teixeira, Le Petit.

Toniño era mais um perfeito exemplar da uniforme Armada Espanhola que foi semeada no nosso futebol nos anos 90. Normalmente contrabandeados para Portugal através da fronteira flaviense, estes hermanos tinham todos características similares. Fossem eles Toniños, Gorkas, Dani Diaz, Bastons, Sabous ou Toñitos, pareciam tirados do mesmo molde. Á excepção de Baston, claro, pelo simples motivo que era guardião. Mas não me sentiria bem se não escrevesse o nome dele aqui. Aliás, já ia em 15 dias sem escrever o nome dele no blog. O meu psiquiatra recomendou que chegasse aos 43 dias. Aproveito para lhe pedir desculpa.
Voltando à vaca fria, esta Armada Espanhola padecia toda do mesmo mal. Aliás, um mal que parece assolar os espanhóis em geral. Muita parra e pouca uva. Corriam, espalhavam o seu gel pelo campo, mostravam os seus pelos do peito e eram substituídos por volta dos 74 minutos de jogo. Por alguma coisa o Desportivo flaviense desceu e por lá ficou.

Sobra Ricardo Lopes. Algo a que ele sempre esteve habituado. Sempre relegado para segundo plano, este tecnicista era um espectáculo dentro do próprio espectáculo. O homem dos grandes golos. O António Folha em potência. Arriscava ser um CD de José Cid, mas nunca passou de uma K7 pirata de Graciano Saga. Mas também o Graciano é um artista, não é verdade?

Volta sempre, Vitória.


sábado, março 11, 2006

Lula, o homem que pula

Lula tinha estilo,mas não era só estilo.
Lula andava sempre na moda,mas não era de modas.

A década de 80, inesquecível pelos bigodes farfalhudos, penteados ridículos, sintetizadores, os caracóis de João Broas Pinto, gravatas fininhas, José Cid, Heróis do Mar, Júlio Isidro, relógios com calculadora Casio e sapatilhas Sanjo, estava a chegar ao seu final. Para celebrar o advento da nova década, o Brasil, país irmão e pátria de Dacroce, enviou-nos um presente.

Alvíssaras!A quase bela Vila Nova de Famalicão, sempre ambiciosa e orgulhosa, foi a destinatária deste presente de bigodinho cuidado. Altos voos previam-se para o FCF. A terceira Divisão Nacional era um palco pequeno demais para este horto municipal de verdejantes e frondosos talentos, e a ascenção meteórica deu-se com toda a naturalidade.

Contando com talentos como o marialva Ben-Hur, o talhante Tanta, o possante Medane, o simbólico símbolo Carlos Fonseca, o errático goleador e benfiquista desde pequenino(tal qual Mike Tyson) Celestino, o calvo estratega Cacioli, Genaldson Sousa e o velocíssimo madridista Carlos Secretário, a equipa de Famalicão brilhou cromáticamente durante o início da década de 90 na liga maior da bola lusitana. Arrisco mesmo a dizer que juntamente com o Leça, a agramiação famalicense é o maior viveiro de cromos da bola lusa, segundo o medidor oficial internacional da FIFA do rácio Épocas na I Liga/Cromos no Plantel.

Tanta coisa para agora estarem de volta às divisões secundárias e contarem com jogadores chamados Kiwi e o camandro. Enfim. Voltando à lula fria.

Lula era a tampa que impedia os avançados adversários de meterem a mão no jarro. Como se quer numa boa tampa, Lula era duro e difícil de abrir. Inflexível e mantinha os alimentos em pleno ponto de rebuçado.

Fazendo uso da sua ruiva carapinha, um bom sentido de canela e um bigode afirmativo, Lula deu o salto. Não um salto tipo cabeçada do Mantorras, quando tinha dois joelhos(deixem jogar o Mantorras!!), mas um salto para um grande clube. Mas que um, para ser exacto. São Paulo, Santos, Sporting e FCP deram guarida a este vagabundo da bola, com mais ou menos sucesso. Perdão, com menos ou menos sucesso.

Já numa fase posterior à aventura famalicense, Lula trocou o look mandarim por uma frondosa mullet, que teimava em pentear nos intervalos de agressão aos desamparados corpos adversários. Foi mais um fim de bigode.

O desbastar de pilosidades supra-labiais leva à desgraça bolística. Perguntem ao Lula.

sábado, setembro 17, 2005

Cinco Tristes Tigres


Em meados da década de 90, Carlos Augusto
Soares Costa Faria, vulgo Carvalhal no mundo
da Bola (quiçá por despachar sempre a bola para o...carvalho), era o comandante das tropas da
Costa Verde na fuga à mediocridade. Objectivo
indigno, dizem uns, obra ciclópica, vociferam outros.

Para evitar rondas de escárnio e mal-dizer,
Comandante Carvalhal tinha verdadeiros
Tigres ao seu dispôr, quiçá verdadeiros arífices
da bola.

A estrela da companhia era o (quase) goleador Laszlo "Je Suis Très Content" Répasi. Este magiar senhor era um artesão dos golos, os quais fabricava de forma pura e dura,
sem ser em massa, mas com muito suor à mistura.
De meter inveja a um qualquer Karoglan.

Karoglan era um nome proibido nos balneários espinhenses, pois Répasi desprezava frequentemente o companheiro de área Bolinhas por este não ser mais parecido com o Flavi-Bracarense. Por isso e pelo nome perfeitamente imbecil, claro. Às provocações, Bolinhas quase que respondia com golos. E a gozar com o bigodinho ridículo do magiar senhor.

O braço direito de Carvalhal na defesa era Duca, primo de Manduca e
amigo de Cuca. Duca era um defesa viril para uns, caceteiro para outros, mas isso dependia do ponto de vista e da exposição televisiva às Aventuras de Paulinho Santos. Duca era fiável no centro da defensiva espinhense, mas queixava-se amiúde do hálito a bagaço do guardião Vítor Couto.

Perante tal incompreensão mútua no plantel, Carvalhal mais não poderia fazer
que se sentar triste na sua varanda e contemplar fotografias dos tempos com Filgueira e Gilmar em Chaves, terra de Baston.

terça-feira, agosto 02, 2005

E Tudo o Brito Levou
















E tudo levou a Trupe de Carlos Brito, digníssimo portador de moustache à lá Clark Gable, commander and chief destas Scarlett O'Haras que pintavam retratos de uma fiel robustez em Vila do Conde.

Falica e Farrajota, como os próprios nomes efeminados indicam, eram as Scarletts designadas para a apanha do algodão. Contudo, Falica era mais especialista em dar do que apanhar, com aliás atestam os seus 12 amarelos ao serviço do clube de Zé D'Angola, o Ac.Viseu, nos idos de 1991.
Farrajota, "Farras" para os poucos amigos que tinha, era tão bom a apanhar o algodão, que acabou a sua carreira a apanhar garrafas de cerveja nas obras do estádio do Schifflange 95, clube luxemburguês onde acabou a carreira.

A Trupe do Clark Brito tinha também um Campeão da Europa, vejam só. Quim era o seu nome e Vila do Conde a sua terra. Espalhara brasas de azul e branco vestido, comandando o campo de Artur Jorge da bancada.

Na Rifa saiu-lhe também o experiente Rifa. Rifa rifou muitas das seis oportunidades que teve ao serviço do Rio Ave por se tratar dum defensor rafeiro.

José da Rocha Monteiro Silva é dos avançados mais prolíficos na história dos matraquilhos. Em campo relvado, este pé de gelo ficou-se pelos 168 jogos e 8 golos. Um excelente total para um guarda-redes sul-americano. Zé da Rocha foi um mito vivo no Leça anos mais tarde sabe-se lá porquê. A minha aposta é o nome.

A estrela era indiscutivelmente Clint Sherwin Marcell. Um nome facilmente conotado com as lides da guerra civil norte-americana. Um apodo nobre, elegante e altivo. Principalmente quando sabemos que no século XXI este gladiador Trinidadense e Tobaguense (sim,eu sei que não se diz assim) comandou as tropas britânicas de Darlington,Harrogate Town e Scarborough nas muy nobres e leais batalhas das divisões inferiores de terras de Sua Majestade.
Em Portugal, todos conhecemos Sir Clint principalmente do seu disfarce como velocípede por terras durienses e condenses, como aqui demonstrado sob a guarda atenta do bigode de Clark Brito.

E tudo o Brito Levou.

segunda-feira, julho 18, 2005

As Quatro Rabecas


Todos estamos lembrados que há muitos muitos anos, numa galáxia far far away, cinco Mestres na arte de acariciar o esférico cirandaram pelos relvados de Stromp com o intuito de levar o seu Sporting Clube de Portugal à efémera glória. Glória essa que foi fulminada anos mais tarde por Missé-Missé e outros artistas.

Mas deixemo-nos de devaneios. Esses cinco artesãos do bem jogar nunca foram substituidos no coração dos doentes da bola, cansados que estavam de sofrer coronárias nesses anos oitenta com as carapinhas de João Pinto e Rui Barros e o bigode de Veloso.

Até aos anos noventa. Contra todas as expectativas, porém, foi na agremiação sportiva mais representativa de Barcelos que o mito ressurgiu, ao invés do Estrela da Amadora com Abel Xavier e Calado.

As quatro rabecas de Barcelos vieram substituir os cinco violinos de Lisboa de forma tão eficiente quanto Miguel Castro (vulgo Mielcarski) substituia Jardel ou Domingos no final das contendas mais acesas.

A fúria incontida de Nogueira, os lábios pretos de Mangonga, os olhos cerrados de Camberra e a ironia cilíndrica de Armando fizeram história na bola Lusitana.

Camberra era para muitos o líder das tropas, uma espécie de Yoda, que ensinava de olhos fechados aos seus pupilos a arte de entrar em sintonia com o Lado Bom da Força.
O seu pupilo predilecto era o jovem e pujante Mangonga que, elegante como um negro corcel, serpenteava o seu caminho por entre as defesas mais emperdernidas com a subtileza dum Azar Karadas numa grande área desprotegida.
Cavalgando ao seu lado estava o nobre e leal Nogueira, imponente como uma nogueira e imperial como uma cerveja em Lisboa.
De resto, todos eles sempre apoiados pelo vértice rebelde deste Triângulo de Isósteles, que era nem mais nem menos do que o sempre bem disposto Armando, uma espécie de Frei Tuck (o verdadeiro também lá estava) bronzeado, dando apoio ao seu Robin Hood Barcelense Camberra, que com as três flechas na mão, as enviava volta e meia ao seu alvo de preferência:

As indefesas redes adversárias. Assim se tocava boa música. Salvé Paco Bandeira.

terça-feira, março 08, 2005

As Quinas

As Quinas.

Um pilar na fundação do "ser português", ou "portugalidade", expressão que conheceu o seu ponto de rebuçado durante o Euro 2004. Nove anos antes, as quinas procuravam significado e substância de substrato com afinco, e foi na bola que o fizeram. Mais concretamente na cidade de Marcelo, Tó-Sá e os restantes estudantes. Cinco era o número em voga. Cinco de revivalismo. Cinco de pujança. Cinco de bola. Cinco de minutos.

O espadachim Rui Carlos destanciava-se dos demais pelo seu ar cristão e defensor dos bons costumes da monarquia de D.Duarte Pio I, o Sagaz. Com uma perinha cuidadosamente aparada e desenhada, impunha o temor que só um fidalgo de bom sangue, espadachim de eleição, o poderia fazer. Porém, não o poderia fazer sozinho.

Tinha a seu lado um mito. Mito, para ser mais concreto. Este mito da bola, Mito, rivalizava claramente com Mickey pelo título de melhor alcunha coimbrã. Rivalidade essa que foi o cerne da afamada e infame Questão Coimbrã, que não foi mais senão a expulsão de Mickey do grupo dos Quinas por "este grupo ser pequeno demais para ambos os dois." (dixit Mito, 1994). Desta feita, outro valente espadachim tomou o seu lugar.

Um jovem aspirante a altos vôos. Seu nome era Jorge Silva e seu sonho era jogar na selecção nacional. Um jovem de grande valor táctico, que se movimentava no relvado ao ritmo e sequência de uma partida de xadrez. Este jovem foi posto debaixo da asa fraterna e atenta de um mito da bola: Febras.

Não mito Mito, mas mito assim com minúscula. Febras. O seu ar brolhesco não engana. Era o mais rudimentar de todos, mas destacava-se claramente por ser o autor da famosa frase, que ainda perdura nos dias de hoje: "A febra marchava!..." Claro que a sua alcunha não estará directamente relacionada com este facto, pois este orgulhoso portador de monocelha tão robusta era mesmo especialista em pôr as febras no tacho.

Estes quatro valentes e valorosos espadachins levitavam á volta de Dinis, o grande guru. Palavras para quê? Grande Dinis.

Grande, grande Dinis.

És grande, Dinis.

És um mito.


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quarta-feira, fevereiro 02, 2005

Allez Bigode

Concerteza que os digníssimos visitantes do excelso blog, tal como nós próprios, editores do dito cujo, já tinham sentido a falta de um belo de um bigode escarrapachado num vigoroso post. Pois aqui está. Eles estão de volta.

E nada melhor para ilustrar o regresso mais aguardado desde Rui Costa, José Mourinho (sim, já.) ou Rocky VI, do que essa grande colectividade de Leça da Palmeira, o Leça FC.
Do baú das recordações, por entre naftalina, discos do José Cid e galhardetes do Benfica campeão, surgiu parte da linha defensiva do supracitado clube leceiro, aquando da sua algo fugaz visita pelo escalão maior da bola. Desde o Guarda Serôdio do programa "Amigos de Gaspar" que não se via tal quantidade de bigode.

Mas é perfeitamente notório o efeito que este tem numa defesa, como aliás já foi sugerido neste mesmo espaço. Daí termos gentilmente fornecido a Alfaia - que ao lado de Zé da Rocha e Constantino partilha o pódio dos mitos maiores da solarenga (no Verão) localidade portuense - coisa que não tinha e que muito lhe fez falta: claro, uma bigodaça.

Quanto aos reincidentes Best e Matias, mais nada há a dizer senão que Best tem dos melhores apodos da história do esférico português (ex-acquo com João Tomás, o Jardel de Coimbra) enquanto Matias é possivelmente um dos centrais mais verdadeiros dos anos 90. A nível europeu. Sim, já disse e poderia voltar a dizê-lo, caso fosse necessário. EUROPEU.
Resta-nos uma pálida imitação de Lionel Ritchie, o grande Isaías, que espalhava charme pela nação através do gel cuidadosamente espalhado pelos viçosos caracóis, que pululavam felizes ao lado do seu viril bigode, que servia como uma farramenta de impôr respeito aos pobres, oprimidos e pontas-de-lança.

Viva o bigode.














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quarta-feira, dezembro 01, 2004

Um Diamante de Bigode

O Desportivo de Chaves, um clássico da nossa bola, foi durante variados e extensos anos, um autêntico viveiro de cromos. Cromos estes que levaram o clube a extrapolar as fronteiras não só trasmontanas, mas também nacionais.

No insequecível derby europeu com o colosso de Leste Universidade de Craiova pontificava um jogador que simbolizava esta equipa que espalhou o seu futebol-magia e bigodes pelo velho Continente fora. Diamantino era o homem. O típico carregador de piano (expressão tão brava da bola lusitana), que através da sua raça, genica e bigode levava a equipa para a frente.

Porém, não estava sozinho nesta sua demanda pelas cores do Barça de Trás-os-Montes, pois era secundado pelos míticos Cromos Padrão na baliza e Spassov e Vermelhinho lá na frente, onde os rapazes se fazem homens. E particularmente o nosso Diamantino era uma espécie de Avô Cantigas, que punha os discípulos sob suas asas e bigode e os transformava em machos jogadores da bola. Facto esse que se pode facilmente constatar pelas protuberâncias pilosas supra-labiais de Vermelhinho e Spassov.

Esta geração viria, anos mais tarde, a ser rendida com classe pela geração de 90, na qual os míticos Baston, Putnik e Cuc passeavam a sua inegável frescura física e toque de bola sedoso pelos tapetes. Mas bigode como o de este diamante trasmontano nunca regressou. Porque pensam que o clube vagueia pelos corredores escuros e húmidos da II Liga?...


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segunda-feira, novembro 22, 2004

Um Berço na Arte de Bem Defender

O berço da nação não só produziu ícones da dita cuja, mas também do Mundo da Bola. Estes três Estarolas são exemplo disso.

Caetano, aqui ainda na "versão cabelo", viveu os seus maiores momentos de glória na versão "bola de bilhar", já no potentado de arsenal ofensivo que é, foi, e sempre será o xadrez da Boavista. Se para jogar no clube da Rotunda e da Avenida era preciso ter um certo grau de acutilância defensiva (vulgo porrada), Caetano refinou-se no Vitória antes de rumar à Invicta para tirar cruzamentos de régua e esquadro para os lendários Ricky e Marlon Brandão. Porém, lá ficou conhecido sobretudo pela sua facilidade e brilhantismo em fazer lançamentos laterais. Podia ser pior.

Fonseca, por outro lado, foi uma lenda por si só. Defesa-central de reconhecidos méritos e digna voz de comando da linha defensiva da qual era protagonista maior, qual Vítor Norte, António Folha ou Mel Gibson.

Tauofik
também fez nome na Bola Lusa. Não por ter a técnica maravilhosa e deslumbrante do ex-boavisteiro De La Sagra nem a acutilância defensiva de um Abazaj ou Putnik. Mas ninguém lhe pedia isso.
Tauofik tinha que ser apenas Tauofik, nada mais. Pimentinha apenas lhe pedia que não rapasse o bigode e continuasse a aplicar-se na vertente técnico-táctica enquanto cirandava pelo verdejante e luzidio tapete da cidade-berço. Não lhe podem apontar nada.


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quarta-feira, novembro 03, 2004

Fama Boys - Parte 2

Como todas as sagas de renome, Fama Boys tem a sua sequela.

Fama Boys 2 ao seu dispôr. Tanto têm para oferecer estes jovens.

Começamos por Barnjak, que como as imagens demonstram, defendia de olhos fechados. Um seu companheiro, um Senhor do Esférico de seu nome Carlos Secretário, defendia com uma perna ás costas. Bem, talvez não, mas provavelmente existem jogadores que fariam melhor nessa mesma estranha posição do que o nosso amigo dopado e com menos 40 kg, somente a 10 kg do seu peso ideal. Aliás, peso esse que ostentou no início da sua 2ª passagem pela Invicta, recambiado do Real Madrid, onde foi considerado o primeiro de uma longa linhagem de galáticos. Lá, em terras de Cervantes e Calado a sua velocidade fez miséria até Chendo o ultrapassar constantemente nos treinos, apesar dos seus 82 anos.

Este mito de tez morena e nariz arrebitado começava a sua carreira, qual bebé dando os seus primeiros passos(curiosamente, juram as crónicas, um bebé avulso seria capaz de cruzamentos mais certeiros do que os do lateral). Para o acarinhar e acompanhar no início desta sua carreira dourada, os Fama Boys delegaram Tanta e Gena. Tanta, que nas horas vagas fazia de duplo do guitarrista Slash dos Guns 'n' Roses, revelou-se um excelente tutor de Carlos. Podemos ver na sua forma de jogar que o Professor Tanta deixou marcas indeléveis no estilo bolístico do jovem de nariz arrebitado devido á sua dureza.

Gena encerrava este desfile de rochedos defensivos. Primava sobretudo pelo seu penteado digno de uma "hair band" dos anos 80. De Famalicão a Penafiel o Gena viajou e o cabelo na mesma ficou.


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sexta-feira, outubro 29, 2004

Fama Boys - Parte 1

O terror dos verdes campos, o vosso pior pesadelo, o sonho de qualquer departamento médico antagonista. A linha defensiva da agremiação desportiva de Vila Nova de Famalicão era dura como uma rocha, impenetrável como uma discoteca à sexta à noite e fazia gala de uma subtileza digna de George W Bush.

Posto isto, que mais há a dizer? Jaime Pacheco ficaria orgulhoso destes rapazes. Spassov, valente avançado que recebia os passes rasgados endossados por Pacheco no Paços afirmou mesmo que chegou a assistir ao rio de lágrimas que corria pela face de Pacheco cada vez que tinha que defrontar estes Fama Boys nesse duelo fraticida que era um Paços vs. Famalicão. Porém, a vida de um Deus da Bola está pejada de armadilhas ou artimanhas deste género, e há que as enfrentar de peito aberto, qual duelo José Veiga vs. Fisco.

Ficaram lendários os confrontos destes elementos com avançados opostos. Rogério, conhecido entre nós sobretudo pela sua aparição ao lado de Alexandra Lencastre em "Rua Sésamo", no papel de "Poupas", destacava-se precisamente pela forma como esta "tão sua" protuberância capilar baloiçava ao vento, tal qual uma bola bombeada por Lula.

Por falar em Lula...não nos deixemos levar pelo bonacheirão bigode. Fazia uso de uma dureza de meter inveja a Clint Eastwood, com a eficácia de um "sonasol".Provavelmente, só duas coisas o separavam do seu companheiro Ben-Hur:
  • O belo do nome, que em ambos os casos não deixa de ser hilariante, pois um é apanágio de um peixe mal cheiroso, enquanto o outro poderá ser encontrado numa videoteca foleira perto de si, mesmo ao lado de "Rocky 5" ou "Aniki-Bobó"(por falar nele...).

  • O segundo motivo... claro, o bigodinho á Mandarim.

De seguida retrataremos a segunda parte deste muro intransponível que era a defesa do Famalicão. Fama Boys.


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segunda-feira, outubro 25, 2004

A Cortina de Ferro

Com certeza que muitos de nós têm saudades da "squadra rossa" que levou o nome de Portugal aos quatro cantos do Mundo, via UEFA.

Tentando minorar esse sentimento tão português, decidimos dar á luz, qual renascimento, ao sector mais recuado dessa equipa. Assim sendo...apresentamo-vos a CORTINA DE FERRO.

-» Best era o guardião do último reduto. Pequeno, mas elástico e com uma bela e cuidada bigodaça, Best destacava-se sobretudo pelo seu apodo. Apodo esse, que, segundo corre á boca cheia, foi autoproposto. Autoconfiança nunca fez mal a ninguém, e se bem que a autodenominação "Best" é um pouco azeiteira...azeite nunca matou ninguém. (nem Sérgio Conceição)

Claro está que nenhuma equipa do esférico luso do início dos anos 90 poderia coexistir em paz com o Mundo se não contasse com um imigrante de Leste nas suas fileiras, ou no caso do União da Madeira, duzentos e cinquenta e dois. A colectividade portuense, porém, contava com estes dois felinos e altivos defesas no seu plantel. Juntos aterrorizavam avançados moles e cobardes enquanto trocavam conselhos sobre moda. Numa dessas tertúlias corre a lenda que Djoincevic disse a Milovac que teria melhor sorte com o sexo oposto se deixasse crescer a barba e mudasse o seu nome para "Milovic". Não sabemos em que pé ficou.

Agora responderemos a uma pergunta que com certeza assombra as mentes de quem viu esta fotografia pela primeira vez. Vinha?? A defesa???? Pois bem, se os "Cadernos da Bola" põem Vinha a defesa-central, quem somos nós para contrariar? Lá está. Ninguém. Mas de qualquer forma, Vinha é mais um na grande linhagem de jogadores altos que não fazem a mínima ideia de como se cabeceia. Pensamos que tenha sido o mentor de Edgaras Jankauskas.

Por fim, o planeta á volta do qual todos os satélites gravitam: O Capitão. É verdade, contrariando a teoria de "Os Cromos da Bola", este grande capitão defesa-central NÃO tem bigode, apesar dos apelos de Djoincevic nesse sentido. Pois se a teoria do blog afirma que todos os defesas-centrais carismáticos o deveriam ter, Pedro junta-se a "Bicho" como um traidor á nossa causa. Paciência.


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sábado, outubro 09, 2004

Muralhae Flaviae

Com toda a certeza que há treinadores que adorariam poder fazer alinhar dois guarda-redes. Trapattoni seria um deles, o lavrador de Palmela seria outro...e qualquer um que tivesse estes dois SENHORES à sua disposição.

VítorII aqueceu o banco do lendário Vítor I no FCP durante épocas. Arriscamos mesmo que terá sido o bigode que mais aqueceu o banco portista durante a década de 90.

Porém, no Barça de Trás-os-Montes tinha a feroz concorrência de outro futuro ex-portista: O photofinish himself, Rui Correia. Provavelmente o homem com quem Ricardo, guardião do Sporting e Cunha de Portugal, aprendeu a técnica da defesa para a fotografia, beberricando o suco da experiência do aqui flaviense e exponenciando-a a níveis jamais sonhados no Mundo da Bola. Mas, ao contrário do ídolo lisboeta, Rui voava. E voava até atingir o ar rarefeito do Olimpo da Bola. Onde continua, desta feita defendendo as cores do estóico Feirense.

Mas, como todos sabemos, nenhum guardião, por mais forte na vertente psico-táctica que seja, atinge o sucesso sem uma boa dupla de centrais. Michel Preud'homme que o diga, ele que por vezes sem conta seria apunhalado no dorso por Jorge "Judas" Soares e o colombiano do pé quente, Bermudez. No caso destes dois portentos acima mencionados, a tal dupla protectora era constituída por Manuel Correia e Vicente.

O imperturbável Mr. Correia, característico no esplendor do seu fleuma britânico, merece ser mencionado no mesmo fôlego que João Pinto, Veloso, Jorge Costa ou Humberto Coelho. Por motivos óbvios que não são nem o bigode, nem sequer o prato favorito.

Vicente, por sua vez, funcionava relativamente a Mr. Correia dentro da lógica de sidekick, de Batman e Robin, Robin Hood e Frei Tuck, Zé Pedro e Tim, Jordan e Pippen ou António Sala e o Jogo da Mala. E tudo com esse penteado que figurará no Hall of Fame do Mundo da Bola Lusa.


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sexta-feira, outubro 01, 2004

Tridente do Marão

We aim to please.

Este é o lema aqui em "Cromos da Bola", e como tal, não poderíamos recusar o chamamento dos adeptos da bola, essa massa anónima referida pelos jogadores e técnicos como "massa associativa" ou "massa adepta" (expressão mais recente - muito em voga).*

  • Lá está: o chamamento era óbvio. O Mundo da bola lusa QUER Karoglan de volta. E nós, na nossa imodéstia e soberba típica de quem tem "Cadernos da Bola" e um scanner, trouxemos o goleador de Leste ao lugar onde ele merece - ao pódio que consagra os grandes cromos da bola. Não por ser propriamente um cromo, mas por ter polvilhado com classe e suplesse as grande-áreas de Norte a Sul da nação com golos. Sim, golos. Tanto com a camisola do GD Chaves (esse Barça lusitano) como com a camisola do SC Braga, este clássico artilheiro, quase ao nível de um Hassan, polvilhou. Polvilhou e voltou a polvilhar.

  • Makukula, pelo seu lado, é aquilo que todos julgamos ser. Não, não é um ponta de lança foleiro, possante e tosco. É o pai do Makukula luso que agraciou recentemente a Selecção Nacional de sub-21 e que espalha magia pela Europa fora (e pelos departamentos médicos), apesar da tenra idade.

  • Omer, perguntam vocês? Omer, respondemos nós.

"Bonjour ! Je suis Omer, le ver de terre
Une petite lumière dans l'Univers
Tous les enfants donnez-vous la main
L'intérêt planétaire sera le genre humain"

Uma pequena homenagem a "Omer, le ver de terre", esse herói dos cartoons franceses dos anos 80.

*expressão prestes a descolar por bandas de Lisboa é também "energúmenos e escória humana"


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